Leg press
Também chamada de leg press 45 graus, leg press com carrinho, leg press de máquina.
O que é o leg press?
O leg press é um exercício de máquina: sentado ou deitado com as costas apoiadas no encosto, você empurra um carrinho carregado com os dois pés, estendendo o quadril e o joelho ao mesmo tempo. Ele treina o quadríceps — principalmente os três vastos — além de dois músculos que estendem o quadril e que uma cadeira extensora não treina: o glúteo máximo e o adutor magno, cuja porção inferior estende a coxa. A porção do quadríceps que ele menos trabalha é o reto femoral, a única que também cruza o quadril. As panturrilhas mantêm o tornozelo contra a plataforma; nada do que conseguimos ler mede se o leg press as faz crescer. Altura do pé, distância entre os pés e profundidade são principalmente preferências de conforto — a evidência de que elas selecionam um músculo específico é dividida, não conclusiva.

Como fazer leg press?
Preparação
- Sente-se ou deite-se com as costas e o quadril inteiros contra o encosto, sem ficar em ponte.
- Coloque os dois pés apoiados na plataforma, mais ou menos na largura do quadril, com os dedos apontando para onde os joelhos vão se mover.
- Ajuste os freios de segurança antes de soltar o carrinho das travas, não depois.
- Altura do pé, distância entre os pés e ângulo dos dedos são sua escolha; use o que permite empurrar com conforto e o quadril apoiado.
Execução
- Solte as travas e segure o peso com as pernas, não empurrando o assento para trás.
- Desça com controle até os joelhos dobrarem o máximo possível com a lombar e o quadril ainda apoiados no encosto.
- Empurre a plataforma para longe, apoiando o pé inteiro.
- Mantenha o mesmo ritmo na descida e na subida, em vez de cair no fundo e quicar para sair.
- Trave o carrinho nas travas ao fim da série com as pernas ainda dobradas, sem esticar totalmente e só depois alcançar a alavanca.
Erros comuns
Buscar profundidade até a pelve sair do encosto
Assim que o quadril levanta, a lombar arredonda sob uma carga que costuma ser a mais pesada de toda a sessão, e a profundidade ganha assim não faz crescer mais quadríceps. Pare onde o quadril continua apoiado.
Empurrar só com o calcanhar, ou só com a ponta do pé
Rolar para uma das extremidades do pé afasta o contato da plataforma do ponto em que você realmente consegue se apoiar. Empurre com o pé inteiro.
Reposicionar os pés a cada série para atingir um músculo diferente
Nenhuma posição de pé isola um músculo de forma confiável o bastante para programar em torno disso. Escolha a que permite empurrar com conforto e o quadril apoiado no encosto, e mantenha-a.
Tratar o leg press como um exercício completo de quadríceps
Ele treina bem três das quatro porções do quadríceps e parece fazer bem menos pelo reto femoral. Acrescente uma cadeira extensora se quiser cobrir essa porção.
Onde encaixa no treino
No início de uma sessão de pernas, ou depois do agachamento como o principal trabalho de máquina.
O leg press carrega bastante peso com pouquíssima exigência técnica e nenhuma demanda de equilíbrio, o que facilita acrescentar séries. Se o reto femoral importa para você, combine com uma cadeira extensora em vez de esperar que o leg press cubra o quadríceps inteiro.
Músculos trabalhados
- vasto lateral
- vasto medial
- vasto intermédio
- glúteo máximo
- adutor magno
- reto femoral
- isquiotibiais
- sóleo
Essa lista de músculos vem de um único ensaio com ressonância magnética, e não de um consenso, e a ordem não é um ranking: leia como a melhor medição disponível do que o movimento treina, não como uma tabela definitiva. Os três vastos e o glúteo máximo cresceram claramente; o adutor magno entra na lista principal porque cresceu no leg press e não numa cadeira extensora treinada nas mesmas pessoas, o que o torna característico deste movimento mesmo o ganho tendo sido moderado. O reto femoral é anatomicamente uma porção do quadríceps e está listado por esse motivo, mas foi a única porção que não cresceu, então colocá-lo junto dos vastos distorceria o que foi medido. Os isquiotibiais estão na lista secundária no sentido mais fraco possível: cresceram um pouco, e não de forma mensuravelmente maior do que numa cadeira extensora. O sóleo está listado pela anatomia, não pelo ensaio: empurrar com o pé inteiro, com os calcanhares apoiados, mantém o tornozelo contra a plataforma, e isso é o sóleo trabalhando. Ele é um estabilizador aqui, não um músculo que o leg press treina.
O que as pessoas fazem de verdade
Cerca de sete em cada dez usuários frequentes do RepCount já registraram um leg press, e ele aparece em aproximadamente um treino a cada doze. Quando aparece, faz parte de uma sessão completa de membros inferiores com cerca de seis exercícios, normalmente com três ou quatro séries, e raramente é o exercício principal do treino: a cadeira extensora aparece em mais da metade das sessões com leg press, a flexora em cerca de duas em cada cinco, e a panturrilha e o agachamento em aproximadamente um quarto cada. O padrão nos registros é que os praticantes tratam o leg press como mais uma máquina entre várias no dia de pernas, não como o exercício principal da sessão.
Mais treinado junto com
Parcela dos treinos de leg press que também incluem cada exercício.
- Cadeira extensora57.6%
- Flexora40.3%
- Panturrilha em pé27.4%
- Agachamento25.3%
- Panturrilha sentado13.7%
Os números vêm de treinos registrados no RepCount.
Variações
- Leg press unilateral — Uma perna de cada vez na mesma máquina, o que impede o lado mais forte carregar a série.
- Leg press sentado — Máquina vertical que empurra a plataforma na horizontal, em vez de subir uma rampa.
- Leg press linear — O carrinho corre em um trilho horizontal reto em vez de inclinado.
- Leg press horizontal — O mesmo empurrão horizontal, nomeado pelo trajeto da máquina em vez de pelo assento.
- Leg press vertical — Deitado de costas, empurrando a plataforma para cima. Uma máquina diferente, não uma mudança de posição dos pés.
Perguntas frequentes
Quais músculos o leg press trabalha?
O quadríceps — principalmente vasto lateral, vasto medial e vasto intermédio — além do glúteo máximo e do adutor magno. Esse último costuma surpreender, mas a porção inferior do adutor magno vai da pelve até o fêmur e estende a coxa, então uma máquina construída em torno da extensão de quadril o treina. Num ensaio de 12 semanas com ressonância magnética, o leg press fez o glúteo máximo crescer 15,4% e o adutor magno 6,2%, enquanto uma cadeira extensora treinada nas mesmas pessoas no mesmo período não mudou nenhum dos dois de forma mensurável. O sóleo está na lista secundária pela anatomia, não pelo ensaio: empurrar com o pé inteiro, com os calcanhares apoiados, mantém o tornozelo contra a plataforma, o que é o sóleo trabalhando. Ele estabiliza o leg press, e nada do que lemos mede se o leg press o treina.
O leg press trabalha o reto femoral?
Muito menos do que uma cadeira extensora. Num ensaio de 12 semanas com ressonância magnética em que as mesmas pessoas treinaram uma perna em cada máquina, o reto femoral foi a única porção do quadríceps que não cresceu com o leg press (+1,1%, sem significância estatística), contra +13,2% na perna que fez cadeira extensora. O motivo é anatômico: é a única porção do quadríceps que também cruza o quadril, onde atua como flexor, então um movimento que exige extensão de quadril o suprime. Leve em conta a direção do resultado e não o número exato — é um estudo pequeno, com pessoas destreinadas.
Ainda preciso fazer cadeira extensora se já faço leg press?
Se você se importa com o reto femoral, sim, pela evidência que conseguimos ler. Todo o resto do quadríceps cresceu quase o mesmo com o leg press e com a cadeira extensora no ensaio que comparou os dois diretamente, e o leg press ainda somou crescimento de glúteo e adutor. A contribuição exclusiva da cadeira extensora foi o reto femoral.
A posição dos pés no leg press muda quais músculos você trabalha?
Não de forma confiável, pela evidência atual. Uma revisão sistemática de EMG do leg press concluiu que ainda não está claro se altura do pé, distância entre os pés ou rotação do pé mudam a ativação muscular, e que a evidência não é convincente porque poucos estudos concordam. Dois estudos dos próprios autores da revisão não encontraram diferenças no quadríceps entre distâncias de pé e rotações; um estudo mais antigo encontrou mais atividade do reto femoral e do vasto lateral com os pés baixos, e do glúteo máximo com os pés altos, em cargas pesadas. Evidência dividida, então trate a posição do pé como preferência e não como um seletor de músculo. A ilustração desta página mostra uma posição de pé, o que não é uma recomendação.
Até onde descer no leg press?
Até onde der sem o quadril e a lombar levantarem do encosto. Além disso é preferência: um estudo com praticantes treinados fez uma perna trabalhar de cerca de 5 a 100 graus de flexão de joelho e a outra na amplitude completa, quatro séries até a falha duas vezes por semana durante oito semanas, e o crescimento do quadríceps foi parecido nos dois casos. Não há evidência nele de que um leg press mais profundo constrói mais músculo.
O leg press trabalha os isquiotibiais?
Quase nada. No mesmo ensaio de 12 semanas com ressonância magnética, os isquiotibiais cresceram 3,1% com o leg press e 1,5% com a cadeira extensora, uma diferença pequena demais para distinguir, e os autores notam que os dois valores ficam bem abaixo dos 12% a 19% relatados em estudos de flexora. Os isquiotibiais entram na lista de músculos que fazem algo durante o leg press; não entram na lista de músculos que ele treina.
Deve-se travar os joelhos no topo do leg press?
O aviso comum é que a extensão completa desloca a carga do músculo para a articulação. O único estudo biomecânico que conseguimos ler aponta na direção contrária quanto à mecânica: as forças no joelho aumentaram conforme o joelho dobrava, em todas as variações testadas, e os autores sugeriram uma amplitude mais curta para quem quer minimizar as forças no joelho. Isso não torna travar os joelhos sob um carrinho pesado uma boa ideia, e não estamos recomendando isso — significa que o motivo geralmente dado para a regra não é o que a medição encontrou.
O leg press é tão bom quanto o agachamento?
Nenhum estudo que conseguimos ler compara os dois para crescimento muscular, então quem der uma resposta segura está preenchendo uma lacuna. O que já foi medido é ativação e carga articular em dez praticantes experientes: o agachamento produziu maior atividade de quadríceps e isquiotibiais do que qualquer posição de pé no leg press, alta ou baixa, e em geral maiores forças de compressão no joelho. Exercícios diferentes com custos diferentes, não um melhor e um pior.
Vale a pena fazer leg press?
A maioria dos usuários frequentes do RepCount já registrou um, embora ele apareça em apenas cerca de um treino a cada doze. Raramente é o treino inteiro: cadeira extensora, flexora, panturrilha e agachamento são o que costuma estar ao lado dele. Se vale um espaço no seu treino depende do resto da sessão: ele soma trabalho de glúteo e adutor que uma cadeira extensora não dá, e vai fazer pouco pelo seu reto femoral.